Eu sei que sou culpada do que esta a acontecer. Mas não me podes julgar,pois não sou eu completamente culpada. Tu também tens culpa nisto. Tudo o que aconteceu antes,posso ter desculpado mas não esqueci. E mesmo que eu não queira,a ferida continua cá. Eu sei que te magoa sempre que sou fria contigo,eu sei que te deixo triste sempre que mostro a minha indiferença para contigo. Mas eu não aguento mais. Eu tentei,eu quis remedir tudo,e começar tudo de novo. Eu aceitei as tuas desculpas,e tentei voltar a acreditar na tua palavra. Mas teu olhar já não me parece sincero,teu rosto mudou de expressão. Eu já não te conheço,és um novo tu. E esse eu não quero conhecer. Eu não consigo mais. Eu lutei por ti, enquanto tu muitas vezes foste o primeiro a desistir das tuas batalhas,eu nunca desisti. Zelei pelo teu bem,fiz tudo o que estava ao meu alcance. Mas hoje,eu cansei-me de tudo isto. Eu não quero reviver tudo mais uma vez,eu não tenho forças e estado de espírito para aguentar tudo de novo. Eu quero sim recomeçar do zero. Mas não com um Tu desconhecido. Preciso daquele Tu de há uns anos,aquele que eu conhecia de cor. Pois o que tu estas a criar,eu não gosto e não quero conhecer! Tuas mãos já não têm o mesmo toque. Teu carinho já não é genuíno. A verdade tu de todos escondes,e por esse mesmo motivo eu não consigo mais em ti acreditar. Acabou, stop. Peço-te, da-me espaço. Respeita-me e não te aproximes mais. Não me sinto bem sempre que tentas invadir a minha zona de conforto. É a minha vida,o meu espaço,o meu mundo aquele que tu abandonas-te. Então agora,aceita que as portas acabaram de se fechar para ti. Custa-me tudo isto,acredita. Mas custa-me mais voltar a estar próxima de ti. Sinto raiva,sinto desprezo,sinto que já não te quero comigo. Direi olá sempre que te vir,mas mais eu não te consigo dar. Não julgues que eu não tentei,pois contra mim mesma eu tentei lutar,mas não consigo. Não te devo desculpas,pois não fiz nada para precisar do teu perdão. Mas espero que compreendas. Por hoje,é um stop,um adeus. Quem sabe um dia mais tarde (...) Mas agora sou eu que não quero , sou eu que não consigo!