relembrando o passado, deparo-me com tua imagem. 






" Agosto, Agosto será sempre aquele mês por mil e uma razões, mas naquele ano tornou-se ainda mais especial. Algo forte jamais sentido, fazia o doce coração de uma simples adolescente bater. Sem explicações, sem se quer avisar, o coração seguiu aquele olhar. Sim, aquele olhar penetrante, sedutor, conquistador, desconhecido, misterioso... O olhar dele. Óh sim, era ele. O sentimento se escondeu durante dias a fio, com medo de se manifestar. Mas o querer e o desejo venceram a escuridão. Foi naquele dia, quando ele regressou, depois de ter estado desaparecido durante o fim de semana. Quando ele voltou, pela primeira vez o coração não deu margens para dúvidas, seu corpo não deixou mais ela se enganar. Era ele que ela queria sentir, aqueles lábios volumosos jamais beijados, queria tocar-lhes e poder provar. Ele começou a brincar, começou a criar um jogo no qual queria que ela entrasse. Ela fez-se de difícil, mas muito facilmente percebeu as regras. Tudo se baseava num jogo tipo Toque e Foge! É, ele ignorava cada paço que ela dava, mas de repente sem dar sinal, olhava ela nos olhos e era ai. Era ai nessa troca de olhares que dois corações se declararam. Sim, um olhar que mostrava o desejo consomidor, o querer provar aquele que seria um fruto proibido. Que nome mais perfeito, fruto proibido, pois este é sempre o mais desejado. Ambos eram consumidos por aquele desejo perturbador, mas ao mesmo tempo tão vibrante. Que jogo estupido, mas ao mesmo tempo excitante. É, quando ele olhava daquela maneira, aquele olhar sedutor. Ela arrepiava, sentia um friosinho e uma vontade enorme de correr para junto dele. Mas não, não podia, as regras do jogo não permitiam. Ela não podia ser o Elo mais fraco. Estava disposta a roer-se por dentro de tanto desejo, para não perder o jogo que ele criou. Ela tirou-lhe o casaco, vestiu o e não o devolveu. Ele deu aquele sorriso malandro, e fingiu que nada viu. De seguida foi o telemovél. O objectivo dela, era ficar com tudo o que era dele para ele ter que lhe pedir que devolvesse. Aí acabava o jogo, pois ela deixaria de ser invisivél. É, ela se tornou como sendo invisivél para ele, apesar de para seus olhos ela ser a única imagem. Havia todo um mundo a volta deles, vendo o jogo sendo jogado, mas sem perceber o verdadeiro objectivo. Tudo aquilo, era sedução, era a forma que eles arranjaram de poderem em silêncio, mostrar o desejo, o querer, dois corações a palpitar ! Ai, o desejo já era demais, aquele jogo os levava a loucura. Ela não mais aguentava, e então em cada olhar pedia lhe socorro. Ela pedia que ele a beijasse, pedia que ele a livra-se, que mata-se aquele desejo impossível de cessar. Por dentro, ela gritava, seu coração palpitava. Ele queria salva-la mas não achou ser o momento certo! Não ali não, no meio de tanta gente não. Assim do nada, tocar seus lábios, daria escândalo. Ai, mas o desejo era tanto. Foi então que teve de se declarar o Elo mais fraco, e num simples gesto a abraçou sem nada dizer. E aí, ela percebeu. Era como a chave de um começo, um começo que ainda não teria começado, mas que iria começar. Era a certeza do sentimento partilhado. Olharam-se mais uma vez, e foi ai que ela sentiu um calor subir, o desejo ainda era maior. Mas, ela leu nos olhos dele o sinal ... 

por enquanto ficariam por ali.. "
um desejo consomidor ...